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CIRURGIA BARIÁTRICA: Quem pode fazer e quais são suas indicações

A cirurgia bariátrica, ou cirurgia de redução de estômago, é feita em pessoas obesas que precisam perder peso. É, normalmente, considerada como alternativa por quem já tentou de tudo e, mesmo assim, não conseguiu perder peso.

Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro pré-requisito para fazer a cirurgia é tentar, pelo menos, dois anos de métodos tradicionais de emagrecimento. Isso envolve uma rotina regrada de exercícios físicos, reeducação alimentar - que será muito importante, inclusive após a cirurgia-, tratamento psicológico e, às vezes, até o uso de alguns medicamentos.

Se nem com todas essas tentativas a pessoa obtiver sucesso, uma bateria de exames deverá ser feita a fim de verificar se ela está ou não em condições de passar pelo procedimento cirúrgico. Jovens entre 16 e 18 anos precisam de uma avaliação especial antes de se submeter à bariátrica.

Podem optar pela cirurgia as pessoas que, além disso, apresentam um IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou maior que 40kg/m2, sem problemas de saúde associados ao sobrepeso, ou 35kg/m2, com problemas de saúde associados (problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão, artrite e outras complicações).

Para calcular o IMC, basta dividir o seu peso pelo quadrado da sua altura (altura x altura).

DOENÇA DIVERTICULAR: O que é, sinais e tratamentos

Os divertículos são pequenos sacos ou bolsas que se desenvolvem na parede do intestino grosso. Sua simples presença é extremamente comum em pessoas acima dos 40 anos e totalmente assintomática. Porém, existem estados patológicos relacionados à doença diverticular que são a diverticulite (inflamação do divertículo) e o sangramento.

Para saber qual é o tratamento mais indicado para a doença diverticular é necessário avaliar sua gravidade e analisar quais são as complicações presentes. Nos casos em que não há complicações a recomendação baseia-se somente em dieta rica em fibras para manter o bom funcionamento do intestino. Já em casos de complicações pode ser necessário tratamento hospitalar e até mesmo cirurgia.

FISSURA ANAL: Quais os sintomas e Tratamentos? Entenda!

A Fissura Anal trata-se de um pequeno corte na borda anal. A rachadura na pele costuma causar dor intensa e sangramentos durante e após as evacuações. Elas podem ser agudas, quando abriram recentemente ou crônicas, quando são antigas e já tem as bordas espessadas.

Uma fissura anal pode ocorrer ao defecar fezes grandes ou duras e secas, como acontece comumente em pessoas com constipação intestinal. Diarreia crônica, sexo anal, inflamação da área retal causada pela doença de Crohn ou outra doença inflamatória do intestino também são possíveis causas.

A maioria das fissuras anais são de tratamento clínico. Caso a fissura não responda a esse tipo de tratamento, pode ser recomendada uma cirurgia.. Este procedimento envolve a remoção da fissura crônica em si e uma pequena incisão no esfíncter para reduzir a pressão e promover cicatrização.

Desvendando a Hérnia Inguinal: Sintomas, Causas e Tratamentos

A hérnia é a evasão total ou parcial de um ou mais órgãos da região adnominal, por um defeito nos músculos e aponeuroses, seja por má formação, ou enfraquecimento destes tecidos.

As hérnias podem ser causadas por:
Esforço físico extremo e continuo - atletas, por exemplo;
Esforço crônico para evacuar ou urinar;
Pode também estar presente desde o nascimento e só ser notada tempos depois;
Envelhecimento;
Cirurgias prévias.

O diagnóstico pode ser realizado através de exames físicos no próprio consultório médico, ou se necessário podem ser solicitados exames de imagem da região com ultrassonografia, por exemplo.

O tratamento da hérnia é sempre cirúrgico, podendo ser feito através de laparoscopia, cirurgia robótica ou por cirurgia aberta.

Dra. Beatriz Azevedo | Cirurgia Digestiva e Coloproctologia

Me formei em medicina em 2007 pela faculdade de medicina de Botucatu – UNESP. Após os 6 anos de faculdade me mudei para São Paulo onde fiz duas residências médicas; cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo, ambas no Hospital das Clínicas da Faculdade de medicina da USP.

Após as especializações permaneci mais um ano como preceptora dos médicos residentes de cirurgia do aparelho digestivo e dos alunos de graduação em medicina. Período no qual aprendi uma das coisas que mais amo fazer até hoje – orientar os mais jovens na arte e ciência da cirurgia. Durante esse período também, aprimorei as técnicas de cirurgia laparoscópica gastrointestinal que permitem tratamento de doenças complexas de forma minimamente invasiva.

Permaneci no Hospital das Clínicas, desta vez no Instituto do Câncer do estado de São Paulo como médica cirurgiã oncológica do aparelho digestivo até 2019, trabalho que me trouxe experiência no tratamento do câncer gastrointestinal de forma a oferecer aos pacientes cirurgia de alta complexidade com eficiência e humanização no tratamento do câncer do aparelho digestivo.

Sou membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e hoje também médica do serviço de oncologia gastrointestinal do Hospital Vila Santa Catarina – hospital de ensino e pesquisa da Sociedade Beneficente Israelita de Ciências da Saúde, (Hospital Albert Einstein). Lá também exerço atividades de ensino como instrutora de clínica cirúrgica aos alunos de graduação em medicina.

Cirurgia para Pedra na Vesícula: O Procedimento e a Recuperação

A cirurgia de remoção da vesícula biliar, também conhecida como colecistectomia, é um procedimento muito comum, utilizado quando a vesícula biliar, órgão responsável por armazenar a bile, um fluido produzido pelo fígado que ajuda a quebrar alimentos gordurosos, passa a não funcionar efetivamente. O procedimento cirúrgico pode ser efetuado de duas formas: convencional (cirurgia aberta) e laparoscópica (cirurgia por vídeo).

O procedimento é indicado na presença de pedras na vesícula ou pólipos maiores do que 5mm e consiste na remoção do órgão contendo os cálculos. A cirurgia é necessária, pois os cálculos podem causar inflamação na vesícula, ficar presos nos canais de bile causando icterícia (amarelamento nos olhos e na pele), ou inflamar o canal pancreático causando pancreatite.

Refluxo Controlado: Como a Perda de Peso Pode Ser a Solução

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o ácido do estômago reflui em direção ao esôfago (tubo que liga a boca ao estômago). Este refluxo ácido pode irritar o revestimento do esôfago, causando desconfortos. Esta condição pode estar relacionada diretamente à hérnia de hiato, que se caracteriza pela protrusão de uma parte do estômago em direção ao tórax.

A DRGE é causada pelo refluxo ácido frequente e sintomático provocado pelo enfraquecimento ou relaxamento anormal do esfíncter esofágico inferior (região muscular localizada no final do esôfago), fazendo com que o ácido estomacal volte em direção ao esôfago. O ácido em contato com a mucosa do esôfago causa sintomas devido a inflamação local - esofagite.

Outra causa comum é a hérnia de hiato, que consiste em uma alteração anatômica na qual parte do estômago transpassa o hiato diafragmático, se posicionando na cavidade torácica. Esse tipo de alteração favorece o refluxo.

Os principais sintomas da DRGE incluem: sensação de queimação no peito (azia), geralmente após comer, o que pode ser pior à noite; regurgitação de comida ou líquido azedo; dor no peito; dificuldade em engolir; sensação de nó na garganta, tosse, pigarro.

Existem diversos tratamentos para a doença do refluxo gastroesofágico, dentre eles está a mudança alimentar, ajustes posturais, uso de medicação inibidora da produção de ácido e, em casos mais graves que não respondem ou são dependentes de medicação, o procedimento cirúrgico antirrefluxo.

HPV e Câncer de Ânus: O Que Você Precisa Saber

O HPV – sigla para Papilomavírus Humano – é um tipo de vírus que infecta a pele e as mucosas. Existem centenas de tipos de HPV, que podem acometer a área genital.

A infecção pelo HPV pode ser totalmente assintomática ou causar o aparecimento de verrugas na região genital e anal, chamadas de condilomas. Essas lesões com aparência de verruga também podem ocorrer no interior do canal anal e nas regiões próximas, como períneo, nádegas e virilhas.

Uma pessoa pode ser contaminada pelo vírus HPV por meio de contato íntimo e direto com a área infectada de outra pessoa. Como a principal forma de transmissão é pela via sexual, o HPV é considerado uma infecção sexualmente transmissível.

Vale lembrar que o contágio pode acontecer sem penetração vaginal ou anal, podendo ocorrer também por contatos oral-genital, manual-genital ou genital-genital.

A maioria das pessoas com HPV são assintomáticas. E muitas vezes a infecção é transitória, desaparecendo espontaneamente.

Além disso, é comum que o vírus não produza qualquer lesão, podendo ficar latente durante meses ou até anos, de modo que a pessoa não manifesta sinais ou apresenta apenas manifestações microscópicas e, portanto, não visíveis a olho nu.

O aparecimento das verrugas acontece mais frequentemente quando há uma queda de resistência do organismo. Essas lesões podem ser de vários formatos (planas ou elevadas), únicas ou numerosas e de diferentes tamanhos. Também pode haver coceira e sangramento.

As verrugas geralmente estão relacionadas a tipos de HPV não cancerígenos. Já as lesões subclínicas e microscópicas podem ser causadas tanto por subtipos de baixo quanto de alto potencial cancerígeno.

Hemorroidas: Do Desconforto à Recuperação

A doença hemorroidária consiste na dilatação e perda da sustentação das veias hemorroidárias presentes normalmente no ânus. Existem duas categorias de hemorroidas, as internas que ocorrerem no interior do canal anal, e as externas que são visíveis a borda do ânus.

Não existe uma única causa para o desenvolvimento de doença hemorroidária. Os principais fatores de risco são: constipação intestinal, tendência genética, gravidez, diarréia crônica e maus hábitos evacuatórios.

O tratamento da doença hemorroidária inicialmente é clínico, através da regularização do hábito intestinal, uso de medicação como pomadas e venotônicos. Nos casos mais avançados ou com sintomas mais intensos, a cirurgia está indicada.

Câncer Colorretal: Tratamento Cirúrgico e Suas Opções

O câncer de cólon é o câncer do intestino grosso, a parte final do trato digestivo. A maioria dos casos de câncer de cólon começa com agrupamentos pequenos e não cancerosos (benignos) de células chamados pólipos adenomatosos. Com o tempo, alguns desses pólipos podem se desenvolver até se tornarem malignos.

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar as chances do desenvolvimento de um câncer colorretal, como idade, fatores dietéticos, história familiar de câncer e pólipos, presença de pólipos no intestino grosso e doenças inflamatórias intestinais, principalmente retocolite ulcerativa.

A maioria dos casos inicialmente é assintomática. Os sintomas do câncer de cólon podem incluir: alteração nos hábitos intestinais, incluindo diarreia, obstipação ou alteração na consistência das fezes, que dura mais de quatro semanas; sangramento nas fezes; desconforto abdominal persistente, como cólicas, gases ou dores; fraqueza ou fadiga; perda de peso inexplicável.

O tipo de tratamento recomendado depende do estágio do câncer. Atualmente, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, juntas ou separadas, a depender do estadiamento e da localização da lesão.